terça-feira, 13 de setembro de 2011


DOM QUIXOTE

Don Quixote é um senhor de meia-idade da região de La Mancha, no centro da Espanha. Obcecado com os ideais cavalheirescos especulado em livros que já tinha lido, ele decide levantar sua lança e espada para defender os indefesos e destruir os maus. Após uma primeira aventura fracassada, ele parte em uma segunda aventura com um trabalhador um tanto atrapalhado chamado Sancho Panza, a quem ele convenceu a acompanhá-lo como seu fiel escudeiro. Em compensação aos serviços de Sancho, Don Quixote promete fazer Sancho o rico governador de uma ilha. Em seu cavalo, Rocinante, um celeiro pangaré bem anterior de seu início, Don Quixote cavalga pelas estradas da Espanha, em busca de glória e de grande aventura. Ele desiste de comida, abrigo e conforto, tudo em nome de uma mulher camponesa, Dulcinea del Toboso, a quem ele antevê como uma princesa. Em sua segunda expedição, Don Quixote se torna mais um fora-da-lei do que um salvador, roubando e ferindo desnorteado e merecidamente cidadãos coléricos, enquanto agia contra o que ele vê como ameaças à sua nobreza ou ao mundo. Don Quixote abandona um rapaz, deixando-o nas mãos de um mal agricultor simplesmente porque o agricultor faz um juramento de que ele não irá prejudicar o rapaz. Ele rouba uma bacia de um barbeiro que acredita ser a mítica do capacete de Mambrino, e ele fica convencido dos poderes de cura do Bálsamo de Fierbras, um elixir que o faz tão doente que, por semelhança, mais tarde ele se sente curado. Sancho apoia Don Quixote, tendo muitas vezes o fardo dos castigos que surgem a partir do comportamento de Don Quixote. A história das façanhas de Don Quixote inclui também as histórias daqueles que ele encontra em seu caminho. 

Disponível em:< http://pt.shvoong.com/books/novel-novella/1778806-don-quixote-la-mancha/#ixzz1Z1O5cUL1>. acesso em: 21/09/2011

Obs: O exercício abaixo foi para identificamos certas estruturas do texto:  frases síntese, frases principais e idéias secundárias. 

LER DEVIA SER PROIBIDO 
Guiomar de Grammont

A pensar fundo na questão, eu diria que ler devia ser proibido.
Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social. Não me deixam mentir os exemplos de Dom Quixote e Madame Bovary. O primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais existiram meteu-se pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma Bovary, tomou-se esposa inútil para fofocas e bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos.
Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram. Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da imaginação.
Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo Bem de Aristóteles: o conhecer. Mas para que conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e nada mais?
Ler pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o homem crie atalhos para caminhos que devem, necessariamente, ser longos. Ler pode gerar a invenção. Pode estimular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que lhe é devido.
Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Nos fazem acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há algo a descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há estrelas por trás das nuvens. Estrelas jamais percebidas.


 É preciso desconfiar desse pendor para o absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades cruas.
Não, não dêem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus filhos, pode levá-los a desenvolver esse gosto pela aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente. Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progresso e civilização, mas tampouco sem conhecer guerras, destruição, violência. Professores, não contem histórias, pode estimular uma curiosidade indesejável em seres que a vida destinou para a repetição e para o trabalho duro.
Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verosimilhança. Seria impossível controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade.
O mundo já vai por um bom caminho. Cada vez mais as pessoas lêem por razões utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de remédio, projetos, manuais etc. Observem as filas, um dos pequenos cancros da civilização contemporânea. Bastaria um livro para que todos se vissem magicamente transportados para outras dimensões, menos incómodas. E esse o tapete mágico, o pó de pirlimpimpim, a máquina do tempo. Para o homem que lê, não há fronteiras, não há cortes, prisões tampouco. O que é mais subversivo do que a leitura?
É preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se divertir deve ser um privilégio concedido apenas a alguns, jamais àqueles que desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em filas, em metros, ou no silêncio da alcova… Ler deve ser coisa rara, não para qualquer um.  Afinal de contas, a leitura é um poder, e o poder é para poucos.Para obedecer não é preciso enxergar, o silêncio é a linguagem da submissão. Para executar ordens, a palavra é inútil.
Além disso, a leitura promove a comunicação de dores e alegrias, tantos outros sentimentos. A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna colectivo o individual e público, o secreto, o próprio. A leitura ameaça os indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras histórias. Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do Outro. Sim, a leitura devia ser proibida.
Ler pode tornar o homem perigosamente humano.

>>Referência bibliográfica do texto: PRADO, J. & CONDINI, P. (Orgs.). A formação do leitor: pontos de vista. Rio de Janeiro: Argus, 1999. pp. 71-3.


Obs: Fichamento do texto Ler devia ser proibido


LER DEVERIA  PERMITIDO
Ler devia ser permitido, pois  desenvolve um poder incontrolável. Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer.
Pode provocar o inesperado. Os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verossimilhança. Para o homem que lê, não há fronteiras, a leitura é um poder, e o poder é para poucos.
Além disso, a leitura promove a comunicação de dores e alegrias, tantos outros sentimentos. 

Comentários das componentes da equipe

"A leitura realmente é algo muito perigoso, pois desenvolve um poder incontrolável, além de estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. De fato o ator de ler, exerce um papel importante na formação do individuo, pois ela é um espaço de liberdade e criatividade.
A leitura também permiti que o sujeito ser torne uma pessoa critica-reflexiva,sabemos o quanto é importante a leitura nas nossas vidas, mas em um país como o Brasil, o reconhecimento muitas das vezes fica só no discurso porque não existe política pública nesse sentido."

Edijane Oliveira

***

O texto me chamou atenção, pois torna o individuo mais culto, proporciona uma visão de mundo de maneira critica-reflexiva. A leitura é muito importante para a criatividade da pessoa.

Joelma Ferraz

Nenhum comentário:

Postar um comentário