terça-feira, 27 de setembro de 2011


 UM APÓLOGO

Machado de Assis


Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha:


— Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma cousa neste mundo?
— Deixe-me, senhora.
— Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça.
— Que cabeça, senhora?  A senhora não é alfinete, é agulha.  Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros.
— Mas você é orgulhosa.
— Decerto que sou.
— Mas por quê?
— É boa!  Porque coso.  Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu?
— Você?  Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu e muito eu?
— Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados...
— Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás obedecendo ao que eu faço e mando...
— Também os batedores vão adiante do imperador.
— Você é imperador?
— Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto...
Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser.  Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana — para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha:
— Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco?  Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima...
A linha não respondia; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte. Continuou ainda nessa e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile.
Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da bela dama, e puxava de um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha para mofar da agulha, perguntou-lhe:
— Ora, agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas?  Vamos, diga lá.
Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha: 
— Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico. 
Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça:
— Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!

Texto extraído do livro "Para Gostar de Ler - Volume 9 - Contos", Editora Ática - São Paulo, 1984, pág. 59.


Comentários das componentes da equipe


O texto trabalhado em sala nos permitiu refletimos quantas vezes já fomos considerados uma agulha,uma linha ou se apenas alfinetes? Eu cheguei a conclusão que Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária!


Edijane Oliveira
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Permitiu reflexão, entendimento da vida cotidiana sobre como servimos de "escada" para muitas pessoas.

Rafaela Rocha

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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

AGORA É HORA DE VOCÊ TREINAR O QUE APRENDEU.
VAMOS LÁ!

1- Empregue nos exercícios a seguir o pronome demonstrativo adequado:


1. Tenha sempre lembrança disto eu o amo e sempre o amarei. (disto, disso)


2. Porque você está usando essa calça rasgada? (esta, essa)


3.Como são difíceis estes dias que estamos atravessando! (estes, esses)


4. O perdão e a vingança se opõem frontalmente: esta degrada os homens; aquele os eleva. (aquele, esta)


5. Qual o manequim deste vestido que você está usando? (deste, desse)


6. Senhor Presidente: em resposta ao ofício nº 5/92 dessa Presidência, peço vênia para esclarecer que esta divisão que me cabe dirigir não pode ser responsabilizada por todas essas irregularidade a que V. Exa. se refere. (desta, dessa, esta, essa, estas, essas).


7. Este mês em que estamos está passando rápido. (este, esse)


8. Você disse que vai viajar em março para o Rio Grande do Sul? Este mês também é de chuva lá naquele estado? (este, esse, neste, nesse, naquele)


9. Será que ninguém desta casa me entende? ( desta, dessa)


10. Má escovação causa inflamação na gengiva e isso todos deviam saber. (isto, isso)


2 - Complete estas frases com os pronomes demonstrativos adequados; se necessário, use-os combinados com preposições.


a.  Esse  pincel que tenho em minhas mãos pertenceu a um famoso pintor brasileiro.


b. Porque você anda sempre com essas mãos enfiadas nos bolsos?


c. Veja que tenho  essa sacola: são laranjas que escolhi deste  pomar ali adiante.


d. Você está vendo aquele grupo de rapazes lá do outro lado da praça?


e. Por favor, traga-me esse pacote que está aí do seu lado.


f. Por favor, ajude-me a carregar este pacotes aqui.


g.  Por favor, ajude-me a trazer até aqui  aqueles pacotes que estão na outra sala.


3 - Nestas frases, os pronomes demonstrativos e suas combinações retomam ou antecipam termos. Complete-as.


a.  A única verdade é essa : ele foi o responsável pelo acidente.


b. Apesar de ter sido o responsável pelo acidente, ele nunca reconheceu aquele fato.


c. Compramos  um programa capaz de gerenciar os dados armazenados em nosso micro. Um programa este é indispensável ao bom desempenho do equipamento.


d. Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade falam de perto ao coração: isto ,pela inquietude de sua lucidez; isso, pela feliz simplicidade de sua expressão.


Comentários das componentes da equipe


A atividade sobre os pronomes demonstrativos serviu para me orientar como indicar de forma correta a posição de algo em relação às pessoas do discurso, situando-o no tempo e/ou no espaço.


Edijane Oliveira
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Essa aula foi de fundamental importância para mim, pois aprendi a forma correta do emprego de alguns pronomes. A aula só veio acrescentar conhecimento para meu aprendizado.


Luciene Gonçalo
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Como futura educadora essa aula, foi de total importância para o meu aprendizado, podendo dessa maneira  desempenhar  bem o meu trabalho.

Rafaela Rocha


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Com o conteúdo sobre pronomes demonstrativo, pude revisar e me certificar da sua importância, e quais as melhores maneiras de usá-los. Para o pedagogo o saber escrever bem é essencial para a sua área de atuação.

Rose Cleide Santos


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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

PRONOMES DEMONSTRATIVOS

Hoje, veremos algumas dicas sobre o emprego de alguns pronomes, em especial os demonstrativos (este, esse, esta, essa, isto, isso, aquele, aquela, aquilo).

O emprego desses pronomes é bastante simples. Veja como é fácil...

Em português existem três pronomes demonstrativos com suas formas variáveis em gênero e numero e três invariáveis [isto, isso, aquilo]. Eles assinalam a posição do objeto designado relativamente às pessoas do discurso (falante/ouvinte) e o assunto do discurso (o ser de que se fala).

Português
Há uma estreita relação entre os pronomes pessoais, os possessivos e os demonstrativos:
1ª pessoa-meu-este, esta, isto.
2ª pessoa-teu-esse-essa, isso. 
3ª pessoa-seu-aquele, aquela, aquilo.

Apesar de existirem regras para os pronomes demonstrativos, não se constata muita rigidez no sue uso, principalmente na fala - quando se observa uma assimilação do T pelo S (parece que tudo isso, essa, esse) - e, sobretudo no tocante ao seu emprego para lembrar ao leitor ou ouvinte o que já foi mencionado ou vai se mencionar. Vejamos então um esquema de bom emprego dos pronomes demonstrativos:

-Em relação ao LUGAR:
*o lugar onde estou – este 
*o  lugar onde você está-esse 
*o lugar distante do falante e do ouvinte-aquele

Há neste ponto uma natural correlação com os advérbios de lugar:isto aqui-isso aí - aquilo ali/lá( jamais de diz aquilo aqui;pode-se até ouvir isso aqui, mas por causa da mencionada assimilação do T).

Exemplos corretos:

-Neste capitulo [o capítulo que V.está descrevendo] apresentamos os objetivos. 
-Veja (aqui) esta borboleta, que linda! 
-Que país é este?perguntam-se os brasileiros. [referindo-se ao Brasil e no Brasil] 
-Pegue aqui: relacione todos os nomes citados neste livrete. 
-Em atenção a pedido dessa instituição, estamos remetendo a V. Sª. o boletim ECO.
-Traga-me esses livros que estão com você.
-Logo que puder, despacharei os pacotes o para essa cidade.

-Emprego em relação ao TEMPO:
*tempo presente - este
*passado ou futuro próximo - esse
*passado distante - aquele

-Neste ano [trata-se do ano em curso] pouco se faz em favor dos sem-tetos.
-Não há ocorrência de acidentes nesta data. [hoje]
-O avião a jato, a televisão e o computador são as maiores invenções deste século.
-Nestes últimos vinte anos a mulher tem ocupado mais espaços.
-A década de 20 marcou a conquista do voto pela mulher. Nesses dez anos travou grandes lutas pela liberdade. 
-Marina vai estar na cidade por esses dias...
-Quando éramos crianças brincávamos mais, pois naquela época não havia pré-escola, nem aulas de natação, de balé, de inglês...
-Bons tempos aqueles!-diz vovó, nostálgica.

-Emprego em relação ao DISCURSO:
* o que vai ser mencionado – este
-É isto que eu digo sempre: cultura é fundamental. [obs. O pronome está antes dos dois-pontos]
- Nosso vizinho vive repetindo este provérbio: ‘‘Casa de ferreiro, espeto de pau”.
*o que se mencionou – esse
A segunda parte do trabalho dispõe sobre a marginalidade social. É nesse capítulo/nessa parte/nesse ponto que se discutem os desvio verificados nas instituições pesquisadas.
-É possível comer manga e tomar leite junto?Melancia com vinho faz mal? Disso tratam os autores no final do artigo.
Há ainda o item “entre dois ou três fatos citados” e outros casos a serem discutidos neste tópicos referentes ao DISCURSO.Continuaremos na próxima semana.

*Diretora do Instituto Euclides da Cunha e autora dos livros “Só Vírgula”, “Só Palavras Compostas” e “Língua Brasil”-Crase , pronomes & curiosidades “ – www.linguabrasil.com.br

Você sabia?
Na linguagem jurídica, é absolutamente comum encontrarmos a expressão ISTO POSTO.
Ocorrem aí dois erros: primeiros, o pronome ISTO refere-se a tudo quanto foi dito anteriormente, logo o correto seria ISSO.Segundo , o sujeito do particípio jamais poderá vir anteposto ao verbo, mas obrigatoriamente posposto.Portanto a construção mais adequada seria POSTO ISTO.
TIPOLOGIA TEXTUAL

Narração: Desenvolvimento de ações. Tempo em andamento.

Narrar é contar uma história. A narração é uma seqüência de ações que se desenvolve na linha do tempo, umas após outras. Toda ação pressupõe a existência de uma personagem  o que a pratica em  determinado momento em um determinado lugar, por isso temos quatro dos seis componentes fundamentais de um emissor ou narrador se serve para criar um ato narrativo: personagem, ação, espaço, e tempo em desenvolvimento. Os outros dois da narrativa são: narrador e enredo ou  trama.

A narração envolve:
I. Quem? Personagem
II. Quê? Fatos, enredo
III. Quando? A época em que ocorreram os acontecimentos
IV. Onde? O lugar da ocorrência
V. Como? O modo como se desenvolveu os acontecimentos
VI. Por quê? A causa dos acontecimentos

DESCRIÇÃO: Retrato através de palavras Tempo estático.

Descrever é pintar um quadro, retratar um objeto, um personagem, um ambiente. O ato descritivo difere do narrativo, fundamentalmente,  por não se preocupar com a seqüência de ações, com sucessão dos momentos,com o desenrolar do tempo. A descrição encara um ou vários objetos , um ou vários personagens, uma ou várias ações, em um determinado momento, em um mesmo instante e em um fração  da linha cronológica. É a foto de um instante.


A descrição pode ser estática ou dinâmica.

          A descrição estática não envolve ação. Ex: Uma velha gorda e suja.
         A descrição dinâmica apresenta um conjunto de ações concomitantes, isto é, um conjunto de ações que acontecem todas ao mesmo tempo, como uma fotografia.

DISSERTAÇÃO: Desenvolvimento de idéias. Temporais/Atemporais.

Dissertar diz respeito ao desenvolvimento de idéias, de juízos, de pensamentos de raciocínio sobre um assunto ou tema.

Quase sempre os textos quer literários, quer científicos, não se limitam a ser puramente  descritivos, narrativos ou dissertativos.
Normalmente um texto é um complexo uma composição, uma redação, onde se misturam aspectos descritivos, com momentos narrativos e dissertativos e, para classificá-los como narração, dissertação ou descrição, procure observar qual o componente predominante.

Dissertação: dissertar é apresentar idéias, analisá-las, é estabelecer um ponto de vista baseado em argumentos lógicos; é estabelecer relações de causa e efeito. Aqui não basta expor, narrar ou descrever, é necessário explorar e explicar. O raciocínio é que deve imperar neste tipo de composição, e quanto maior a fundamentação argumentativa, mais brilhante será o desempenho.



TIPOLOGIA TEXTUAL - EXERCÍCIO

Numere os parágrafos a seguir, identificando o tipo de redação apresentada:
(1)  descrição  (2) narração  (3) dissertação

( 2 ) O rapaz, depois de estacionar seu automóvel em um posto de gasolina daquela rodovia, perguntou a um funcionário onde ficava a cidade mais próxima. Ele respondeu que havia um vilarejo a dez quilômetros dali.

( 2 )  O rapaz, depois de estacionar o seu automóvel em um pequeno posto de gasolina daquela rodovia perguntou:

- Onde fica a cidade mais próxima?
- Há um vilarejo a dez quilômetros daqui – respondeu o funcionário.


( 1 ) Nas proximidades deste pequeno vilarejo, existe uma chácara de beleza incalculável. Ao centro avista-se um lago de águas cristalinas. Através delas, vemos dança rodopiante dos pequenos peixes. Em volta desse lago pairam, imponentes árvores seculares que parecem testemunhas vivas de tantas histórias que se sucederam pelas gerações. A relva, brilhando ao sol, estende-se por todo aquele local, imprimindo á paisagem um clima de tranqüilidade e aconchego.

( 3 ) Acreditamos firmemente que só o esforço conjunto de toda a nação brasileira conseguira vencer os gravíssimos problemas econômicos, por todos há muito conhecidos. Quaisquer mediadas econômicas, por si só, não são capazes de alterar a realidade, se as autoridades que as elaboram não contarem com o apoio da opinião pública em uma comunidade de cidadãos conscientes.

( 2 ) As crianças sabiam que a presença daquele cachorro vira-lata em seu apartamento seria algo das mais rigorosa censura de sua mãe. Não tinha qualquer cabimento: um apartamento tão pequeno que mal acolhia Álvaro, Alberto e Anita, além de seus pais, ainda tinha de dar abrigo a um cãozinho! Os meninos esconderam o animal em um armário próximo ao corredor e ficaram senados na sala à espera dos acontecimentos. No fim da tarde a mãe chegou do trabalho. Não tardou em descobrir o intruso e a expulsa-lo, sob os olhares aflitos de seus filhos.

( 1 ) Joaquim trabalhava em um escritório que ficava no 12º andar de um edifício da Avenida Paulista. De La avistava todos os dias a movimentação incessante dos transeuntes, os freqüentes congestionamento dos automóveis e a beleza das arrojadas construções que se sucediam do outro lado da avenida. Estes prédios moderníssimos alternavam-se com majestosas mansões antigas. O presente e o passado ali se combinavam e, contemplando aquelas mansões, podia-se, por alto, imaginar o que fora, nos tempos de outrora, a paisagem desta mesma avenida, hoje tão modificada pela ação do progresso.

( 3 ) Diziam as pessoas ligadas ao estudo da Ecologia que são incalculáveis  os danos que o homem vem causando ao meio ambiente. O desmatamento de grandes extensões de terra, transformando-as em verdadeiras regiões desérticas, os efeitos nocivos da poluição e a matança de indiscriminada de muitas espécies são apenas alguns dos aspectos a serem mencionados. Os que se preocupam com a sobrevivência e o bem-estar das futuras gerações temem que a ambição desmedida do homem acabe por tornar esta terá inabitável.

( 2 ) o candidato a vaga de administrados entrou no escritório onde iria ser entrevistado . Ele se sentia inseguro, apesar de ter um bom currículo, mas sempre se sentia assim quando estava por ser testado. O dono da firma entrou, sentou-se com ar de extrema seriedade e começou a lhe fazer as perguntas mais variadas. Aquele interrogatório parecia interminável. Porem, toda aquela sensação desagradável dissipou-se quando ele foi informando de que o lugar era seu.

( 2 ) Estava parado no ponto de ônibus, quando vi, um rapaz que caminhava lentamente pela rua. Ele tropeçou em um pacote embrulhado em jornais. Observei que ele pegou com todo o cuidado, abriu-o e viu, surpreso que ali havia uma grande quantia em dinheiro.

( 1 ) O objeto tem o formato semelhante ao de uma torre de igreja. É constituído por um único fio metálico que, dando duas volta sobre si mesmo, assume a configuração de dois desenhos ( um dentro do outro), cada um deles apresenta uma forma especifica. Essa forma é composta por duas figuras geométricas: um retângulo cujo lado maior apresenta aproximadamente três centímetros  e um lado menos de cerca de um centímetro e meio;  um dos seus lados menores é, ao mesmo tempo, a base de um triangulo eqüilátero, o que acaba por torná-lo um objeto ligeiramente   pontiagudo.

( 3 ) A televisão aliena o homem por requisitá-lo inteiramente para si, uma vez que as informações que traz são bombardeadas em frações de segundos, não permitindo o menor desvio de sua atenção e nem uma reflexão mais aprofundada devido à rapidez e quantidade de informações.

Comentários das componentes da equipe



Na aula sobre tipologia textual, podemos reconhecer as formas como um texto se apresenta. Assim aprendendo a diferença entre as tipologias existentes, isso  foi importante pois ajudou a aprendemos como classificar um texto.



Edijane Oliveira
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A aula foi de construção de conhecimento, muitas vezes queremos descrever algo e na verdade estamos narrando ou dissertando ou o oposto, podemos tirar um grande aprendizado do texto e da aula, agora saberemos como diferenciar uma coisa da outra e atingirmos o objetivo desejado, descrever, dissertar ou narrar algo ou sobre algo.


Luciene Gonçalo

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Essa aula foi muito boa, pois revisei assuntos tão importantes para a minha graduação.  

Rafaela Rocha
Obs: O exercício abaixo foi para identificamos a estrutura do texto: Introdução,  1º Parágrafo do Desenvolvimento,   2º Parágrafo do Desenvolvimento e Conclusão.
Durante esse exercício, também pudemos observar mecanismos de coesão e coerência do texto.

AS PALAVRAS


As palavras são parte da dinâmica do mundo de símbolos que nos cerca. O texto a seguir nos fala de sua importância fundamental para o pensamento e para a própria cultura.

Othon Moacir Garcia


Há alguns anos, o Dr. Johnson O'Connor, do Laboratório de Engenharia Humana, de Boston, e do Instituto de Tecnologia, de Hoboken, Nova Jersey, submeteu a um teste de vocabulário cem alunos de um curso de formação de dirigentes de empresas industriais (industrial executives), os executivos. Cinco anos mais tarde, verificou que os dez por cento que haviam revelado maior conhecimento ocupavam cargos de direção, ao passo que dos vinte e cinco por cento mais “fracos” nenhum ocupariam igual posição.

Isso não prova, entretanto, que para vencer na vida, basta ter um bom vocabulário; outras qualidades se fazem, evidentemente necessárias. Mas parece não restar dúvida de que, dispondo de palavras suficientes e adequadas à expressão do pensamento de maneira clara, fiel e precisa, estamos em melhores condições de assimilar conceitos, de refletir, de escolher, de julgar do que outros cujo acervo léxico seja insuficiente ou medíocre para a tarefa vital da comunicação.

Pensamento e expressão são interdependentes, tanto é certo que as palavras são o revestimento das ideias e que, sem elas, é praticamente impossível pensar. Como pensar que “amanhã tenho uma aula às 8 horas”, se não prefiguro mentalmente essa atividade por meio dessas ou de outras palavras equivalentes? Não se pensa em vácuo. A própria clareza das ideias (se é que as temos sem palavras) será intimamente relacionada com a clareza e a precisão das expressão  que as traduzem. As próprias impressões colhidas em contato com o mundo físico, através da experiência sensível, são tanto mais vivas quanto mais capazes de serem traduzidas em palavras – e sem impressões vivas não haverá expressão eficaz. É um círculo vicioso, sem dúvida: “... nossos hábitos linguísticos afetam e são igualmente afetados pelo nosso comportamento, pelos nosso hábitos físicos e mentais normais, tais como  a observação, a percepção, os sentimentos, a emoção, a imaginação”. De forma que um vocabulário escasso e inadequado, incapaz de veicular impressões e concepções, mina o próprio desenvolvimento mental, tolhe a imaginação e o poder criador, limitando a capacidade de observar, compreender e até mesmo de sentir. “ Não de diz nenhuma novidade ao afirmar que as palavras, ao mesmo tempo que veiculam o pensamento, lhe condicionam a formação. Há século e meio Herder já proclamava que um povo não podia ter uma ideia sem que para ela possuísse uma palavra” testemunha Paulo Rónai em artigo publicado no Diário de Notícias, do Rio de Janeiro, e mais tarde transcrito na 2ª edição de Enriqueça o seu vocabulário (Rio, civilização Brasileira, 1965), de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira.

Portanto, quanto mais variado e ativo é o vocabulário disponível, tanto mais claro, tanto mais profundo e acurado é o processo mental da reflexão.Reciprocamente, quanto mais escasso e impreciso, tanto mais dependentes estamos do grunhido do grunhido, do grito ou do gesto, formas rudimentares de comunicação capazes de traduzir apenas expansões instintivas dos primitivos, dos infantes e... dos irracionais.
 GARCIA, Othon Moacir. Comunicação em prosa moderna.

E. educação. Rio de Janeiro, FGV, 1980.p. 155-6.



EXERCÍCIO


1.Observe as palavras destacadas nas frases abaixo. Trata-se de casos de “impropriedade vocabular”, ou seja, de palavras cujo significado não é adequado para o uso a que foram destinadas. Sua função é substituí-las por termos mais apropriados. Compare os resultados com os de seus colegas.


a)   
Os quatro rapazes sumidos na serra do Mar foram encontrados ontem.


Resp: Os quatro rapazes desaparecidos/perdidos na serra do Mar foram encontrados  ontem.

b)   
Num laboratório da Universidade do Rio Grande do Norte, foi achado uma célula capaz de retardar o desenvolvimento do câncer.


Resp:Num laboratório da Universidade do Rio Grande do Norte, foi descoberta/descobriu-se  uma célula capaz de retardar o desenvolvimento do câncer.

c)    Muitos banhistas sofreram queimaduras de pele devido à violenta luz do sol.

Resp: Muitos banhistas sofreram queimaduras de pele devido à intensa luz do sol. 

 d)  O time foi fazer uma excursão na Europa para que os jogadores ganhem mais vivência.

Resp: O time foi fazer uma excursão na Europa para que os jogadores ganhem mais experiência.


e)    Os parlamentares apresentaram sua intenção de investigar o caso.

Resp: Os parlamentares manifestaram/expressaram/falaram/expuseram sua intenção de investigar o caso.

f)     Os alunos das escolas estaduais terão aulas aos sábados para botar a programação em dia. 


Resp: Os alunos das escolas estaduais terão aulas aos sábados para atualizar a programação.

g)    O futuro é enigmático.

Resp: O futuro é incerto/imprevisível/duvidoso.

h)   Suas críticas são demasiadas.

Resp: Suas críticas são excessivas.

i)    
Depois de negar várias vezes, o deputado repentinamente assumiu sua culpa.


Resp: Depois de negar várias vezes, o deputado inesperadamente assumiu sua culpa.

j)      Será implantada uma refinaria na Baixada Fluminense

Resp: Será instalada / construída uma refinaria na Baixada Fluminense.

k)    A SUNAB irá divulgar a tabela de preços a ser implantada a partir de segunda -feira.

Resp: A SUNAB irá divulgar a tabela de preços a vigorada/seguida a partir de segunda -feira.

l)     A reunião marcada na terça-feira aconteceu com a presença de todos os ministros.

Resp: A reunião marcada na terça-feira realizou-se/ ocorreu com a presença de todos os ministros.


Material didático organizado por Profª Jacqueline Andradre


Comentários das componentes da equipe


"O texto e atividade é interessante, pois nos permite observamos como usamos o vocabulário de maneira errada em nosso cotidiano. Um exemplo interessante é o do banhista que na primeira frase da a impressão que a luz do sol bateu ou coagiu o mesmo.

Muitos banhistas sofreram queimaduras de pele devido à violenta luz do sol.

Resp: Muitos banhistas sofreram queimaduras de pele devido à intensa luz do sol."

Edijane Oliveira

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O texto junto a atividade permitiu apercepção da forma erronea que usamos o vocabulário. Os vários exemplos citados mostram como temos uma deficencia da Língua Portuguesa.

 Luciene Gonçalo

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Este texto me fez refletir sobre a necessidade de esta sempre tornando o hábito da leitura constante. Melhorando assim o meu vocabulário a cada dia. 

Rafaela Rocha
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Este texto me fez refletir sobre a minha graduação, pois como futura pedagoga o falar bem irá fazer parte do meu cotidiano. Desde já devo fazer das leituras algo necessário a minha vida. 

Rose Cleide Santos